Cirurgia que corrige a projeção, o tamanho e a forma do queixo para equilibrar o terço inferior do rosto e a linha do perfil.
Muita gente incomodada com o próprio perfil atribui a questão ao nariz. Em boa parte dos casos, o que desequilibra a linha do rosto é a projeção do queixo.
A mentoplastia é a cirurgia do mento, nome técnico do queixo. Ela atua sobre a projeção, a altura, a largura e a simetria dessa região, com o objetivo de equilibrar o terço inferior do rosto.
O procedimento pode seguir dois caminhos principais. Na osteotomia, o próprio osso do queixo é seccionado e reposicionado, permitindo avanço, recuo, redução de altura ou correção de assimetria. Na abordagem com implante, uma prótese é posicionada sobre o osso para aumentar a projeção.
A escolha entre os dois caminhos não é uma preferência. Ela depende do tipo e da magnitude da alteração, da anatomia óssea local e da relação do queixo com a mordida e com o restante da face.
Os resultados variam conforme as características individuais de cada paciente, o tipo de alteração e a resposta do organismo à cicatrização.
Os dois caminhos resolvem problemas diferentes. Entender a distinção ajuda a acompanhar a indicação recebida na consulta.
| Osteotomia do mento | Implante de mento | |
|---|---|---|
| Como funciona | O próprio osso é seccionado e reposicionado, com fixação | Uma prótese é posicionada sobre o osso do queixo |
| O que permite | Avanço, recuo, redução de altura e correção de assimetria | Aumento da projeção e do volume |
| Indicação usual | Alterações maiores ou em mais de uma direção | Deficiências de projeção mais discretas e simétricas |
| Material adicional | Não utiliza prótese, apenas material de fixação | Utiliza implante permanente |
| Acesso | Por dentro da boca | Intraoral ou por incisão pequena sob o queixo |
Quando, além do queixo, existe alteração na relação entre maxila e mandíbula, a indicação pode envolver a cirurgia ortognática, isolada ou combinada à mentoplastia no mesmo tempo cirúrgico.
São procedimentos diferentes, com indicações diferentes. Um não é a versão simplificada do outro.
O preenchimento é um procedimento não cirúrgico que adiciona volume às partes moles, com efeito temporário e necessidade de manutenção periódica. Ele funciona bem em ajustes discretos de contorno.
A mentoplastia atua sobre a estrutura óssea, com resultado estável ao longo do tempo. Quando a deficiência de projeção é acentuada, tentar compensá-la com volume de preenchimento tende a alargar a região sem projetá-la de fato, o que distorce o contorno em vez de corrigi-lo.
A definição sobre qual caminho faz sentido para você depende da avaliação da estrutura óssea, e não apenas da aparência externa.
A avaliação considera o rosto como conjunto. Corrigir o queixo isoladamente nem sempre é o que equilibra o perfil.
Não é possível definir por foto de celular se o seu caso pede osteotomia, implante ou nenhuma das duas coisas. A avaliação considera a relação entre queixo, lábios, nariz, mordida e proporção dos terços faciais.
A mentoplastia isolada costuma ter recuperação mais curta do que a cirurgia ortognática. Quando os dois procedimentos são associados, os prazos seguem os da ortognática.
Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta presencial. Todo procedimento cirúrgico envolve riscos, que devem ser discutidos individualmente com a profissional responsável.
O resultado depende da magnitude da alteração, da anatomia e da qualidade óssea local, da espessura e do comportamento dos tecidos moles do mento, da idade e do cumprimento das orientações no pós-operatório. Tabagismo, doença periodontal e condições clínicas não compensadas interferem diretamente na cicatrização.
Como todo procedimento cirúrgico, a mentoplastia envolve riscos, entre eles sangramento, infecção, alterações temporárias ou permanentes de sensibilidade no lábio inferior e no queixo, assimetria residual, irregularidade de contorno, e, nos casos com implante, possibilidade de deslocamento, exposição ou necessidade de remoção. Esses riscos são discutidos individualmente na consulta e devem ser considerados antes da decisão pela cirurgia.
Nenhuma informação desta página deve ser interpretada como promessa ou garantia de resultado.
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Cirurgiã-dentista, especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. CROSP 103543
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